25 Literary Facts about me (and my home) / 25 Fatos literários sobre mim (e minha casa)

English below!

Mirianne, você deve estar pensando que eu desisti de responder esse desafio! Nada disso… só estava criando coragem. Obrigado pelo convite, estou adorando a brincadeira 😉 Aliás, acho que quem vai gostar de entrar nessa tag é Lívia, do blog strudeldebanana… Vamos ver!

Gamanacasa at home Fernanda Nigro 3 books

1. Normalmente tenho escrito aos domingos sobre uma determinada cor e um livro que me inspira muito é o estudo de psicologia das cores da Dra. Eva Heller. O título da minha edição está em alemão “Wie Farben auf Gefühl und Verstand wirken” que eu traduzo livremente assim: “Como as cores influenciam a emoção e a mente”.

 

2. Desde que passei a ver livros como objeto de decoração e espalhá-los pela casa por simples prazer estético, meu hábito de leitura (fora da tela do computador) se intensificou, pois livros totalmente inesperados estão sempre à mão pela casa.

3. Sigo a dica de Abigal Ahern de deixar livros na estante com a capa virada para fora. Adoro capas de livros! Isso também me faz ler mais.

4. Última dica de decoração: organizá-los em grupos por cor da capa (!!) e não por assunto. Parece ilógico, mas também me aproximou dos livros, acabei variando mais minha leitura e treinando minha memória (pra achar os livros!).

5. A minha maior coleção de livros é, na verdade, de partituras…principalmente de óperas, que eu leio como se fosse um livro comum.

gamanacasa home office 3

 

6. Gosto de olhar partituras porque acho a grafia musical linda e sempre sonhei em fazer uma exposição de partituras, como se fossem quadros! A ideia está na gaveta esperando há anos.

7. Estudei poesia alemã lendo partituras de canção: os compositores me ensinaram o ritmo da língua através da composição.

 

8. O livro que ando estudando no momento é “A História do Auto-retrato” de Omar Calabrese. É que resolvi levar a sério a reclamação dos meus seguidores do Instagram  que eu não faço “selfies”. Realmente, acho a coisa mais sem graça do mundo mas quem está na chuva é pra se molhar!

9. O último livro que comprei foi por impulso… só porque era lindo! O catálogo da exposição “Fäden der Macht” do Museu de História da Arte. Trata de bordados como representação do poder nas casas imperiais.

Gamanacasa vienna khm museum catalogue wien

10. O penúltimo idem: na visita ao Museu do Teatro comprei o catálogo da exposição sobre a influência do teatro japonês nos palcos europeus.

11. Aliás, minha coleção sobre tudo que vem do Japão (principalmente teatro e artes gráficas) não atende mais pelo nome de “singela”.

Gamanacasa at home Fernanda Nigro 8 Maria Callas

 

 

12. O escritor japonês Yasushi Inoue é um dos meus preferidos. Vivo recomendando a leitura de “Fuzil de Caça”, que consegue ser, sem romantismo algum, um dos melhores livros sobre o amor que eu já li.

13. Empresto livros por educação mas sem gostar. Não tenho idéia onde está meu Fuzil de Caça, apesar de ser meu livro preferido.

14. Ainda Fuzil de Caça… foi o único livro que eu tentei aprender de cor. Desisti ali pela página 20 e poucos mas vai decorar 20 páginas pra ver se é mole.

15.  Confissão: já roubei livros! Eles estavam abandonados num lugar onde jamais eram nem vistos, quanto mais lidos. Não foi roubo, foi salvamento!

Aromatic candle by Castelbel gamanacasa

 

16. O livro mais antigo que tenho em casa é o Dicionário de Música de J.J. Rousseau em 3 tomos, de 1792!! Uma preciosidade que me emociona cada vez que abro.

17. Vi há pouco tempo um livro que tenho desde pequeno: O Diário de Anne Frank. A dedicatória foi escrita pela minha avó que foi ditada por mim mesmo! Brincadeira de avó e neto…

18. Quando fiquei sem casa, tive que guardar o mínimo possível em um depósito por isso me livrei de tudo e fiquei só com o “essencial”: meu piano e 25 caixas de livros e partituras!

Centenarial book Vienna flea market gamanacasa

19. Tenho livros de filosofia que eu leio por puro atrevimento (e esperança de acabar entendendo “por osmose”). Minha preferida é Hannah Arendt, que foi essencial quando estava criando a ópera “Coragem Civil”, meu projeto de residência artística em Stuttgart.

20. Outro livro essencial para o direcionamento do meu trabalho é a análise de comportamento social de Erwin Goffman que vê a sociedade como uma peça de teatro: “Nós todos fazemos teatro”.

21. Não tenho o menor interesse em audio-books… ouvir um livro sendo lido por uma voz gravada é demais para o meu poder de concentração, quem sabe um dia…

22. Sabe aquela história de que o livro é sempre melhor que o filme? O livro e o filme “A Geisha” são mais uma prova que a tese é verdadeira!

gamanacasa gabarage books seat

 

23. Em compensação… a ópera de Benjamin Britten “A volta do Parafuso” dá de 7×0 no conto original de Henri James (e olha que ele já é bom pra burro).

24. Fora uma ou outra rara exceção eu não anoto nada em livros, prefiro usar um cartãozinho e jamais faço uma orelha na ponta pra marcar o que quer que seja. Um livro que eu rabisquei muito é a biografia de Hannah Arendt, por Hans-Martin Schönherr-Mann que saiu da minha cabeceira hoje e está à caminho de volta para a prateleira.

25. Outro livro muito rabiscado contém os protocolos dos julgamentos contra Oscar Wilde. Um processo tão forjado por interesses alheios à questão quanto aquele que atualmente seguimos como telenovela barata no congresso brasileiro. Àquela época, pelo menos, a corte sabia intrepretar textos literários, dando um colorido especial ao circo armado para manipular a opinião pública, ao contrário do vocabulário blasfêmico e assombrosamente mal articulado dos despreparados deputados de hoje.

Mirianne, you might be thinking I gave up answering this tag! No way… I was just getting prepared. Thank you for the invitation, I love this game 😉 By the way, I think the next to enjoy it could be Lívia, from strudeldebanana. Let’s see!

gamanacasa vienna by night 9

1. Normally I write about a diferent colour on sundays and the book that inspires me a lot to it is Dr. Eva Heller’s study on colours’ psychology. The title of my edition is in german, something like “How colours affect emotions and mind”.

2. Since I regarding books as decoration objects and spread them everywhere at home simply for aesthetic pleasure, my reading habits (out of the computer screen) got much more intense because unexpected books are always on my way at home.

3. I follow the hint by Abigail Ahern to let some books turned with the cover to the front on the shelves. I love book covers! This also makes me read more often.

gamanacasa home office 4

4. My last decoration hint on books: organize them in groups by front colour (!!) and not by subject. Sounds illogical, but also brought me closer to the books, I read a lot more diferent things and also train my memory (to find the books lolol).

5. My biggest books collection is actually, my scores collection… specially operas that I read as a normal book.

Pagliacci gamanacasa

6. I enjoy looking at scores because I find the way music is written so beautiful and always dreamed about making an exhibition with them, just like paintings! That ideia is awating its turn since many years.

7. I studied german poetry reading songs’ scores: the composers showed me the rhythm of the language through their composition.

8. The book I am studing at the moment is “The History of Self-portraits” by Omar Calabrese. That is because I am taking serious the complaint of my Instagram followers asking why I don’t do selfies. I do find selfies quite a boring thing but since I’m part of that community, let’s do like the romans do…

9. Last time I bought a book was a impulsive decision… just because it looked so good! The exhibition catalogue “Threads of Power” from Art History Museum. It’s about how embroideries were an element of state representation for imperial houses.

Gamanacasa vienna museum khm wien catalog

10. The one before was just the same: when I visited the Museum of Theatre I bought the exhibition catalogue abour the influence of japanese theater on european stages.

11. By the way, my collection about everything that comes from Japan (specially theatre and graphic arts) is not that tiny anymore 😉

12. The japanese writer Yasushi Inoue is one of my favorites. I tell people to read his “Hunting Rifle” that manages to be one the best books about love I ever read although it is not romantic at all.

13. I don’t like to borrow my books but do it not to be rude. I have no idea where my “Hunting Rifle” should be although it is one of my absolute favorites.

14. Still on “Hunting Rifle”… that was the only book I tried to learn by heart. I gave up after around 20 pages but try to learn 20 pages by heart and you will see how much work that means.

15. I confess: I already stole books! They were abandonned in a place nobody would ever read them, not even look at them! It’s was not thelf but rescue!

16. The oldest book I have at home is the Diccionary of Music by J.J. Rousseau in 3 tomes, from 1792!! A precious thing that excites me every time I open it.

Cozy seat corner with cushions & pillows gama

17. A short time ago I saw a book I have since my childhood “Anne Frank’s Diary”. The dedication was written by my grandmother but I dictated it to her! Games between grandma and grandson.

18. As I spent some time without having my own home, I kept the rest of my belongings in a storage place, at that time I learned which things are “essential” for me: my piano and 25 boxes with books and scores!

19. I have some books on philosophy that I read by pure insolence (and hope I will understand anything “via osmosis”). My favorite is Hannah Arendt, who was essential for creating my opera “Civil Courage”, my artist in residence project in Stuttgart.

Children @home #gamanacasa

20. Another important book for finding my own professional way is the analysis on social behaviour by Erwin Goffman who sees society as a theatre play: “We all play theatre”.

21. I’m not interested on audio-books… to hear a book being told by a recorded voice is too much for my concentration, who knows? Maybe one day…

22. Remember that story saying the book is always better than the movies? The book and the film “The Geisha” are the proof it is right!

23. In the other hand… Benjamin Britten’s opera “The turn of the screw” is far better than the tale by Henri James (which is already quite good of course).

24. Apart from one or two exceptions I never write notes in books (I prefer to use a little card) and I never ever bend the tip of the pages for whatever reason. A book I wrote a lot in it is Hannah Arendt biography by Hans-Martin Schönherr-Mann that was at my headboard until today and now is on its way to the shelves again.

25. Another book I scrabbled a lot contains the trials’ protocols against Oscar Wilde. That process was just as forged by interests foreign to the question as the one we currently follow like a cheap telenovela in brazilian congress. To that time though, the court knew how to intrepretate literary texts, which gave a special colouring to the circus built to manipulate public opinion, unlike the promiscuous and astoundingly bad articulated vocabulary of those unprepared congressists today.

Disply your cook bioks like art

 

 

 

 

 

 

16 comentários sobre “25 Literary Facts about me (and my home) / 25 Fatos literários sobre mim (e minha casa)

  1. Caro colega,

    Também eu adoro libretos. Não os coleciono, simplesmente vou à internet quando tenho alguma precisão.

    É impressionante o que um libreto nos pode ensinar sobre uma língua. Muita palavra e muita expressão italiana me foi ensinada pela ópera. Não estou familiarizado com ópera alemão, mas a italiana está recheada de formulações deliciosamente obsoletas. Uma preciosidade descobrir aquelas palavras que ninguém mais usa. Um encanto.

    Abração.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Quantas preciosidades! Dizem que não devemos guardar livros, mas dá-los ou emprestá-los, para que façam ao outro o mesmo bem que nos fizeram. Porém, claro que temos aquele preferido. O meu, e que fala de amor de um modo muito forte, foi escrito por uma mulher que, a princípio não sabia o que era o amor e morreu virgem, Emily Brontë: Wuthering Heights ou, O Morro dos Ventos Uivantes… AMOOO. Ninguém conseguiu filmar sua grandiosidade. Kate Bush transformou em canção e foi um estouro. Já um filme que eu AMOO e que virou cult, Blade Runner, nasceu de um livro que eu não gostei: Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick. O filme é tão melhor… Ah, eu fiz o bolo de laranja formigueiro. Ficou todo torto, não tive coragem de fotografar. Mas ficou gostosooooo. Na próxima eu acerto e ele fica lindo. Daí tiro fotos…

    Curtido por 2 pessoas

    1. … quanto mais te conheço, mais te amo. Ainda bem que amar pode ser infinito, ou infinitivo, para poder satisfazer meu desejo de retribuir a quem merece tal retribuição…

      Curtido por 1 pessoa

    2. Nossa que delícia de comentário!!! :-)) O morro dos ventos uivantes!! Isso me lembrou que quando eu era pequeno, eu achava liiindas algumas fotos de uma versao para cinema (ainda em preto e branco). acho que essas fotos estavam impressas numa partitura de pecas para piano de Chopin que eu gostava muito daí o livro, as fotos e essa música se misturaram muito na minha lembranca. Obrigado por me inspirar essa lembranca tao gostosa! :_))

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