British Culture and Brazilian Contraflow / Cultura Inglesa e Contramão Brasileira

English below!

No post sobre o Concerto de Verão nos jardins do Palácio Schönbrunn enfiei alguns dados sobre a cultura em geral na Áustria tais como geração de empregos e de riqueza para o país. Dados que por si só deveriam fazer qualquer leitor um pouquinho mais atento pensar duas vezes antes de abrir a boca ou clicar o botão de compartilhamento para criticar a classe artística brasileira por protestar pelo simples direito de TRABALHAR! 

Estou hoje triste demais pra falar de coisas bonitas, cansado demais após uma noite de sono perdido, atormentado por essa demonstração de falta de solidariedade, palavra que pelo menos aqueles que se dizem cristãos deveriam considerar. (Como eu sou inocente!) Além da falta de solidariedade, é puro cinismo argumentar que a extinção da pasta ministerial com menor dotação orçamentária pudesse ter tido qualquer repercussão no sistema hospitalar brasileiro, principalmente tendo sido essa medida tomada por essa temeridade interina ficha suja e sua equipe de 15 ministros já denunciados e investigados.

O exemplo austríaco do poder da cultura em gerar empregos e riqueza não serve para o brasileiro afinal, a Áustria é um país governado há mais de 70 anos (desde 1945) por um partido socialista e ninguém duvida que, para cabeça de brasileiro, continua valendo a equação: socialismo=comunismo=mentira. Por isso resolvi tranduzir um texto oficial inglês, do British Council,  sobre economia criativa e cultural que dá uma medida mais capitalista daquilo que você ajuda a destruir quando clica o botãozinho de compartilhamento:

“Em todo o mundo, a economia criativa e cultural é tida como uma parte importante e crescente da economia global. O termo refere-se ao potencial sócio-economico das atividades que comercializam a criatividade, o conhecimento e a informação.

Os governos e os setores criativos em todo o mundo estão cada vez mais reconhecendo a  importancia da economia criativa como geradora de empregos, riqueza e engajamento cultural. No cerne da economia criativa estão as indústrias culturais e criativas que se encontram no cruzamento entre as artes, cultura, negócios e tecnologia. O que unifica essas atividades é o fato de que elas todos comercializam ativos criativos na forma de propriedade intelectual (IP, o quadro através do qual a criatividade se traduz em valor economico). O Reino Unido tem o maior setor criativo da União Européia. Em termos de PIB é a maior do mundo, e de acordo com a UNESCO, é, em termos absolutos, o exportador mais bem sucedido de bens e serviços culturais no mundo, à frente até mesmo dos EUA.

(…) A definição de indústrias criativas do Reino Unido – “aquelas indústrias que se baseiam na criatividade individual, habilidade e talento com potencial para criar riqueza e postos de trabalho através do desenvolvimento de propriedade intelectual” – inclui treze setores: publicidade, arquitetura, o mercado de arte e antiguidades, artesanato, design, design de moda, softwares interativos de entretenimento (video games), música, artes dramáticas, cinema, publicação, software, televisão e rádio. Como foi a primeira definição oferecida por um governo, esta definição original do Reino Unido tem sido amplamente adotada por outros países, com adaptação parcial baseada na importancia comercial e cultural local. O relatório da UNCTAD sugeriu uma definição mais abrangente que popularizou o termo e reconheceu um impacto social mais amplo: “a intersecção entre a criatividade, cultura, economia e tecnologia como expresso na capacidade de criar e fazer circular o capital intelectual, com potencial para gerar renda, empregos e receitas de exportação e, ao mesmo tempo que promove a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Isso é o que a economia criativa emergente já começou a fazer. Os programas de economias cultural e criativa do The British Council baseiam-se na posição do Reino Unido como um líder mundial no desenvolvimento da economia criativa e cultural e a aspiraçãodo governo britanico para apoiar um maior crescimento. Esta é uma agenda economica mas também tem um profundo efeito nas relaçoes sociais e culturais.”

gamanacasa vienna hofburg fence 5

In the posting about the Summer Concert at Palace Schönbrunn‘s gardens, I stuck some informations about Austrian cultura in general such as jobs and wealth generating in the country. Informations that should make any Brazilian reader think twice before openning his mouth or clicking the share button to criticize Brazil’s artistic class who have been protesting for the simple right to WORK!

I am too sad to write about beautiful things today, too tired after a night without sleep, plagued by the lack of solidarity of Brazilian people. Solidarity is a word that at least those who tell themselves christians should considere. (How innocent I am!) Beyond lack of solidarity, it is pure cynicism argueing that the closing of the Culture Ministry – the one with the shortest budget at all – would really have any meaning to brazilian hospital’s system, specially because this decision was made by an interim temerity with “dirty card” (a comdemnation that prevents corrupt  politicians to candidate again  like in the case of the current president) and his team of 15 ministers that are already denounced and investigated!

The Austrian example of culture’s power to create jobs and wealth is not valid for Brazilians after all because Austria is a country being ruled by a socialist party since more than 70 years (1945) and nobody doubts that for Brazilian minds the equation socialism=comunism=lie is still valid. Therefore I decided to translate an official british text (from the British Council) about creative and cultural economy to give them a more capitalist size of what they help destroy when clicking the share button:

“All around the world, the creative and cultural economy is talked about as an important and growing part of the global economy.

The term refers to the socio-economic potential of activities that trade with creativity, knowledge and information. Governments and creative sectors across the world are increasingly recognizing its importance as a generator of jobs, wealth and cultural engagement. At the heart of the creative economy are the cultural and creative industries that lie at the crossroads of arts, culture, business and technology. What unifies these activities is the fact that they all trade with creative assets in the form of intellectual property (IP); the framework through which creativity translates into economic value. The UK has the largest creative sector of the European Union. In terms of GDP it is the largest in the world, and according to UNESCO it is, in absolute terms, the most successful exporter of cultural goods and services in the world, ahead of even the US. The UK government has taken a lead role in developing the creative economy agenda, with mapping exercises in 1998 and 2001 as well as further policy strategies and interventions in subsequent years. The UK’s definition of the creative industries – ‘those industries that are based on individual creativity, skill and talent with the potential to create wealth and jobs through developing intellectual property’ – includes thirteen sectors: advertising, architecture, the art and antiques market, crafts, design, designer fashion, film, interactive leisure software (ie. video games), music, the performing arts, publishing, software, and television and radio. Because it was the first definition offered by a government, this original UK definition has been widely adopted by other countries, with sectors adapted based on local commercial and cultural importance. UNCTAD’s 2008 report Creative Economy suggested a more inclusive definition which brought this term into popular use and recognised the wider societal impact: ‘the interface between creativity, culture, economics and technology as expressed in the ability to create and circulate intellectual capital, with the potential to generate income, jobs and export earnings while at the same time promoting social inclusion, cultural diversity and human development. This is what the emerging creative economy has already begun to do.’ The British Council’s Cultural and Creative Economy programme builds on the UK’s position as a world leader in the development of the creative and cultural economy and the UK Government’s aspiration to support further growth. This is an economic agenda but it also has a deep social and cultural relations purpose.”

 

3 comentários sobre “British Culture and Brazilian Contraflow / Cultura Inglesa e Contramão Brasileira

  1. Well said! Sums it up for all to understand the true meaning of “Art and Cultures” and the economical tight-rope walk for balance and proper global recognitions…

    …(Don’t be sad).. Most are on your side; while it is the way of a carnal and corrupt group in society to share unrest and the ills of a country or place and not its growth, triumps, and victories..

    Curtido por 1 pessoa

    1. Thank you, I’m only sad when I see the dubious that people in my country react to it. They were complaining against corruption and suddenly stopped fighting for values… It’s a proof that there was no value behind their words. That really upsets me.

      Curtido por 1 pessoa

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